O que o presente pode falar sobre o futuro da aprendizagem?

Foto: New York Times

Em 2019, os carros (ainda) não voam, mas o futuro é ainda mais intenso do que muita gente imaginou. As relações começam, são nutridas e terminam de forma híbrida – parte digital, parte offline. O controle do uso das redes sociais no trabalho acaba saindo pela tangente quando todos têm um smartphone. Os táxis dão vez aos carros de aplicativo, em que é possível solicitar, conduzir o destino e realizar o pagamento sem que o passageiro e o motorista troquem muitas palavras. As novelas e filmes são substituídas pelas séries, que oferecem um looping de maratonas de entretenimento, sem intervalo comercial ou horário definido.

Estamos vivendo o futuro que sonhamos. E olhar para este presente nos possibilita imaginar como será a vida daqui para frente. Porque apesar de novas tecnologias surgirem a cada dia, seja no Vale do Silício, nos EUA, ou aqui no Brasil, em Israel ou na China, a maior adaptação do software é aquela que faz alusão ao cérebro: precisamos pensar diferente. 

A famosa foto do início deste artigo, com a Monalisa de fundo e dezenas de pessoas com seus smartphones nas mãos, mostra, por exemplo, a reconstrução da relação que temos com o que enxergamos e, consequentemente, com todas as nossas relações. Alguns podem acreditar que quem prefere enxergar a Monalisa pela tela do celular está tendo uma experiência menor do que quem tenta observar com seus próprios olhos. Mas a verdade é que nesse cenário não existe melhor ou pior, apenas uma mudança de mindset, uma transformação na forma em que encaramos as cenas. Queremos estar no centro da ação, seja na selfie com os amigos ou no Louvre, com a Monalisa. 

Com todas essas mudanças, quando falamos em educação corporativa para esta geração, precisamos também falar do formato. Inserir o aprendiz no centro da ação, pensar em como trazer empatia e verdade para um encontro e, principalmente, se conectar com esse aprendiz com todas as ferramentas que pudermos – sejam elas online ou offline – é a melhor forma. Afinal, a aprendizagem hoje tem como características ser determinada pelo aprendiz.

Segundo a ONU, a Geração Z, que nasceu a partir de 1995, representará em 2019, 32% da população mundial. Ou seja, são o grande público de consumo e já estão nas corporações, nos escritórios, nos departamentos de RH e, claro, criando suas próprias empresas. 

A Geração Z é a primeira inserida completamente no digital. Para eles, não há diferença entre on e off. Iniciam uma conversa pelo Whatsapp e terminam pessoalmente. Segundo estudo recente da Nielsen, esse grupo usa dinheiro apenas em 6% de suas transações. Pagam com celular, com cartão ou smartwatch. E também buscam, o tempo inteiro, por propósito. Em um recente estudo da BOX1824, foi apontado que 63% da Geração Z está conectada a alguma causa. E 50% está disposta a pagar mais caro por um produto personalizado. 

É a geração do propósito. Por isso, precisamos nos conectar com esta geração, antes de tudo, justificando o motivo da convocação para a ação. Se a ideia é, por exemplo, um treinamento corporativo, por que realizar? O que eles vão ganhar com isso? Como podem transformar a vida das pessoas a partir disso? E, principalmente, é uma geração que vai exigir ter a liberdade de escolher onde e como participar desse treinamento: eu aprendo o que eu quiser, onde eu quiser e como eu quiser. 

Com todas essas características, é fundamental customizar a experiência de aprendizado para aumentar as chances de sucesso com este público. 

Quando pensamos em aprendizagem e inovação, precisamos pensar em aliados. A tecnologia, além de impulsionar a conexão entre o aprendiz e a educação, torna tudo mais divertido e fomenta a sede de aprender. 

Além disso, com a chegada, cada vez mais rápida, de novas tecnologias ou o aprimoramento de tecnologias existentes, como é o caso da realidade virtual, já é possível pensar em uma educação que permita a esse novo aprendiz determinar o como, o que e onde ele quer aprender; uma sala de aula em um ambiente virtual, com um mundo de opções à escolha, que permita ao aprendiz experimentar um avatar que esteja relacionado a um possível alter ego, capaz de viajar para qualquer lugar do mundo: estamos falando do futuro da educação, que já se faz mais presente do que nunca. 

Quem viu o primeiro episódio da 5ª temporada de Black Mirror, sabe do que estamos falando. 

O futuro da educação já chegou, é plural e conectado. Precisamos, então, nos conectarmos com essas novas mentes e gerações, para que estejamos todos juntos, pensando e aprimorando a aprendizagem. 

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